O pré-candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, comentou nesta quarta-feira (1º/7) uma declaração do jornalista Paulo Figueiredo sobre o comportamento eleitoral das mulheres. Durante uma reunião com mulheres conservadoras em Brasília, o senador rejeitou a afirmação de que “mulheres votam mal” e disse que não concorda com a manifestação feita pelo comunicador.
Flávio afirmou que Figueiredo não integra sua campanha eleitoral, embora reconheça a atuação dele em pautas relacionadas aos Estados Unidos e em ações políticas que envolvem aliados. Segundo o senador, tentativas de associar a declaração do jornalista à sua candidatura seriam equivocadas.
Durante o encontro, Flávio Bolsonaro declarou que se parte do eleitorado feminino ainda não apoia sua candidatura, a avaliação deve ser feita sobre sua própria atuação. Ele afirmou que o resultado estaria relacionado à comunicação da direita e à necessidade de melhorar o diálogo com esse público.
“Quero repudiar veementemente a fala do Paulo Figueiredo sobre as mulheres. Não concordo com o que ele falou. Está completamente equivocado. Ele não faz parte da nossa campanha. É óbvio que ele é uma pessoa que nos ajuda muito nos Estados Unidos, nas pautas que nós temos buscado junto com o meu irmão. Ele trabalha, ajuda e esteve ao nosso lado em diversos momentos importantes. Em função disso, as pessoas tentam colocar no meu colo uma fala que não é minha”, afirmou Flávio.
O senador também afirmou que se sentiu atingido pela declaração do jornalista por entender que ela atingiria todas as mulheres, incluindo sua própria esposa.
“Eu não tenho responsabilidade sobre o que ele fala, mas tenho a obrigação de dizer aqui que me senti ofendido com a declaração, a partir do momento em que ele generaliza e fala das mulheres. Inclusive, ele está falando da minha esposa. Minha esposa também está incluída nesse pacote de mulheres que não sabem votar?”, disse.
Flávio voltou a afirmar que a fala não poderia abranger todas as mulheres e atribuiu eventuais dificuldades eleitorais à atuação da própria direita.
“Nunca ele poderia dizer que são todas as mulheres. E vou explicar por quê. Se as pesquisas mostram que ainda existem muitas mulheres que não estão votando conosco, a culpa é da minha falta de competência. É a falta de comunicação que nós, da direita, temos de superar”, emendou.
