O Ministério Público do Ceará (MPCE), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), realizou nesta terça-feira (30/06) a operação “Mensageiros do Crime”. A ação, feita com apoio da Polícia Civil do Ceará (PCCE) e da Secretaria da Administração Penitenciária e Ressocialização do Estado (SAP), tem como objetivo desarticular uma estrutura que utilizaria advogados para repassar mensagens e ordens de líderes de organizações criminosas presos para integrantes das facções dentro e fora do Ceará.
A operação investiga um suposto sistema de comunicação entre chefes de grupos criminosos e outros membros das organizações. Segundo o MPCE, os advogados seriam utilizados como intermediários para facilitar o envio de orientações e manter a articulação das atividades ilegais.
Ao todo, a operação determinou o cumprimento de 29 mandados de prisão e 29 mandados de busca e apreensão. As ordens judiciais foram executadas em Fortaleza, Aquiraz, Caucaia, Itaitinga, Maracanaú e São Gonçalo do Amarante, no Ceará, além de ações no estado de São Paulo.
Entre os alvos, 17 mandados de prisão foram cumpridos contra suspeitos apontados como chefes de facções criminosas. De acordo com as autoridades, 15 deles já estavam custodiados na Unidade Prisional de Segurança Máxima do Estado do Ceará (UP-Máxima), enquanto outros dois estavam em liberdade.
A operação também resultou na prisão de 11 advogados suspeitos de participação no esquema. Uma advogada, que possui residência em São Paulo, ainda é considerada foragida. Além das prisões, a investigação solicitou o bloqueio de aproximadamente R$ 20 milhões em valores pertencentes aos investigados. Durante a ação, um veículo Range Rover blindado foi apreendido com um dos líderes de facção preso. As equipes também recolheram celulares, notebooks e joias encontrados com outros alvos da operação.
