O prazo da prisão domiciliar temporária do ex-presidente Jair Bolsonaro termina na próxima quarta-feira (24). A continuidade do benefício depende de uma nova decisão do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF). Desde novembro do ano passado, Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão, após ser condenado como líder de uma organização criminosa que tentou dar um golpe de Estado para mantê-lo no poder após as eleições de 2022.
A prisão domiciliar humanitária foi concedida por Moraes em março deste ano, com prazo de validade de 90 dias. Na ocasião, o magistrado levou em consideração o delicado estado de saúde do ex-presidente, que havia sido internado em um hospital particular de Brasília para tratar um quadro de broncopneumonia. A medida temporária contou, inclusive, com o aval favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Caso o ministro Alexandre de Moraes decida não prorrogar o benefício e determine o retorno ao regime fechado, Bolsonaro deverá voltar ao Complexo da Papuda, em Brasília. O plano é que ele ocupe a mesma cela onde já estava detido no 19º Batalhão da Polícia Militar, uma ala da penitenciária que é popularmente conhecida como “Papudinha”.
A defesa do ex-presidente e os analistas políticos aguardam o posicionamento do STF nos próximos dias, já que a avaliação médica de Bolsonaro será crucial para a decisão de Moraes. Enquanto isso, o clima de expectativa em torno do desfecho jurídico movimenta os bastidores da capital federal e das principais forças políticas do país.
