Uma testemunha da morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante uma atividade de rope jump em Limeira, no interior de São Paulo, afirmou que um dos responsáveis pela operação do salto deixou o local logo após perceber a falha que resultou no acidente fatal.
Em entrevista à EPTV, afiliada da Globo, Higor Diniz afirmou que a jovem não teria passado pela inspeção de segurança antes do salto. Segundo ele, o acidente foi presenciado por diversas pessoas que estavam no local, incluindo crianças.
“Existe três tipos de pulo: o que você vai junto com o instrutor, que ele empurra aqueles que não tem coragem [de ir sozinho]; o que você corre e pula, sozinho; e tem o jeito que foi o que aconteceu com a moça, que você é arremessado. [No dia] tinha até criança de 6 anos pulando. Todos os outros pulos, puxaram a corda para ver se tava tudo certinho, só que o dela que é o mais perigoso, o que seria o essencial, não fizeram”, destacou.
Na sequência, a testemunha relatou que a plataforma estava lotada no momento do salto, com diversas pessoas acompanhando a atividade de perto. Segundo ele, a grande quantidade de presentes contribuiu para o clima de choque e desespero. “Tinha muita gente na hora, inclusive crianças viram. Então foi uma cena forte”, comentou.
Por fim, ele afirmou que um dos instrutores deixou o local logo após perceber a falha que resultou no acidente: “Eles ficaram em pânico, um deles pegou as coisas e começou a ir embora. Às vezes não é na maldade, é que a pessoa não sabe o que faz, não tem reação e tem medo de ser agredido”.
Uma câmera do tipo GoPro pode descrever a dinâmica anterior à queda livre de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, que morreu após ser arremessada sem cordas durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo, na manhã deste sábado (13).
Neste domingo (6), foram detidos seis pessoas da empresa Entre Cordas, entre eles os três instrutores presos por homicídio com dolo eventual e outros três ligados à organização do salto, foram questionados sobre o equipamento, mas disseram não saber o paradeiro do objeto.
Dois dos envolvidos afirmaram à Polícia Civil que eram responsáveis por amarrar as cordas, mas disseram não se lembrar do momento exato em que a falha teria ocorrido, alegando um “apagão” durante o procedimento. Segundo os depoimentos, eles não souberam indicar quando ou como a etapa de segurança deixou de ser realizada.
O terceiro suspeito, que aparecia segurando as pernas da vítima, declarou que foi chamado apenas para auxiliar no arremesso e tentou se isentar da responsabilidade de conferir a fixação das cordas.
