GoPro de jovem morta em rope jump deve ajudar a reconstituir acidente

Douglas Lima
2 min de leitura
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas - Foto: Divulgação

Uma câmera do tipo GoPro pode descrever a dinâmica anterior à queda livre de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, que morreu após ser arremessada sem cordas durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo, na manhã deste sábado (13).

Segundo a Polícia Civil, imagens divulgadas nas redes sociais, registradas de diferentes ângulos do acidente, indicam que a jovem utilizava o dispositivo acoplado no corpo no momento da queda. Porém, ao chegarem ao ponto onde a vítima foi encontrada, policiais militares, entre eles bombeiros, não localizaram a câmera no local.

De acordo com o boletim de ocorrência (BO), os seis detidos, entre eles os três instrutores presos por homicídio com dolo eventual e outros três ligados à organização do salto, foram questionados sobre o equipamento, mas disseram não saber o paradeiro do objeto.

Dois dos envolvidos afirmaram à polícia que eram responsáveis por amarrar as cordas, mas disseram não se lembrar do momento exato em que a falha teria ocorrido, alegando um “apagão” durante o procedimento. Segundo os depoimentos, eles não souberam indicar quando ou como a etapa de segurança deixou de ser realizada.

O terceiro suspeito, que aparecia segurando as pernas da vítima, declarou que foi chamado apenas para auxiliar no arremesso e tentou se isentar da responsabilidade de conferir a fixação das cordas.

Para os policiais, a recuperação da câmera pode ser decisiva para esclarecer a dinâmica da queda, além de ajudar a identificar possíveis registros do momento final, como interações entre a vítima e os instrutores e eventuais orientações ou falhas nos procedimentos de segurança durante a atividade. O conteúdo também poderá ajudar a determinar se houve falhas nos procedimentos adotados pela empresa Entre Cordas.

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