A poucas horas da estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo 2026, o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) protagonizaram mais um episódio da disputa simbólica em torno da camisa verde e amarela, em meio ao cenário de tensão pré-eleitoral.
Na quinta-feira (11), Flávio publicou nas redes sociais um vídeo em que convoca apoiadores a vestirem a “camisa do Bolsonaro”. A declaração foi feita durante uma agenda de pré-campanha no Pará.
“A Copa do Mundo começa hoje. E a gente vai torcer pro Brasil. A gente vai botar a camisa do Br… do Bolsonaro que vocês estão vestindo aí e torcer pela nossa seleção. Esse governo Lula é tão ladrão que até a bandeira do Brasil eles querem roubar”, declarou.
O parlamentar também afirmou que o Partido dos Trabalhadores teria se afastado da bandeira nacional ao longo dos anos. Na sequência, ele declarou ainda que o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL) teria resgatado o símbolo e o transformado em motivo de orgulho para seus apoiadores.
Nesta sexta-feira (12), Lula realizou uma transmissão ao vivo ao lado da primeira-dama, Janja da Silva, na qual voltou a comentar sobre a camisa da Seleção. Durante a fala, ele defendeu o uso das cores nacionais de forma ampla pelos brasileiros.
“Amanhã tem jogo do Brasil. Todo mundo torcendo com amor, vestindo a camisa verde e amarela. Chega dessa coisa de que é minha ou é tua. A bandeira do Brasil é nossa”, afirmou.
Já no fim de semana, no lançamento do streaming Tela Brasil, no Rio de Janeiro, ele destacou que a esquerda deve “andar de verde e amarelo” durante a Copa do Mundo, como forma de não permitir que as cores da bandeira nacional sejam associadas a um único grupo político.
Nas redes sociais, o petista também postou há uma semana uma foto vestindo a camiseta da Seleção e um shorts azul.
A legenda trazia uma frase em defesa da soberania nacional: “o Brasil é dos brasileiros”.
