O ministro Nunes Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), votou para manter a sua decisão liminar que suspendeu a divulgação da pesquisa AtlasIntel. O levantamento havia sido realizado logo após a repercussão de um áudio vazado entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. No entanto, o julgamento foi interrompido após a ministra Edilene Lobo, substituindo o pedido de vista que constava na dinâmica jurídica, aqui representada por Estela Aranha no processo, solicitar mais tempo para análise, adiando a decisão final do colegiado.
Essa deliberação da Corte Eleitoral deve criar um precedente importante para as próximas disputas, pois os ministros pretendem definir regras claras sobre a legalidade de se exibir vídeos ou áudios durante a aplicação de questionários de opinião. Diante da relevância do tema para o cenário político, os membros do tribunal solicitaram celeridade na devolução do processo, embora ainda não haja uma nova data fixada para que o caso volte à pauta de julgamentos.
A suspensão da pesquisa, determinada por Nunes Marques no início da semana, baseou-se no entendimento de que a metodologia utilizada pela AtlasIntel criava uma desvantagem injusta para Flávio Bolsonaro. Segundo o relator, há fortes suspeitas de que a estrutura do levantamento induziu o eleitorado no momento de responder às perguntas, comprometendo a espontaneidade e a isenção necessárias a esse tipo de aferição pública.
Antes de ser interrompida, a pesquisa indicava uma queda nas intenções de voto ou na popularidade do senador fluminense logo após o vazamento de sua conversa com Vorcaro. Ao avaliar o cenário, Nunes Marques destacou que o episódio é “bastante relevante” por provocar uma reflexão profunda sobre os critérios técnicos e éticos que devem balizar as pesquisas eleitorais no país, conforme informações do portal UOL.
