CNJ identifica pagamentos acima de R$ 1 milhão por mês a juízes

Douglas Lima
2 min de leitura
Edson Fachin cria grupo de trabalho para analisar os penduricalhos - Foto: Divulgação/STF

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) identificou casos de magistrados recebendo remunerações mensais acima de R$ 1 milhão. Após o levantamento, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, assinou na última sexta-feira (5) uma portaria que institui um grupo de trabalho para reavaliar o sistema de pagamentos do Judiciário no país.

A proposta do conselho é elaborar um modelo permanente para corrigir e prevenir distorções na remuneração de magistrados.

O CNJ deverá revisar cada tipo de pagamento, classificando todas as verbas recebidas por magistrados — incluindo as de caráter remuneratório e indenizatório, e avaliar como esses valores impactam o limite do teto constitucional do funcionalismo público.

Foram identificados pelo órgão casos de magistrados com remuneração mensal acima de R$ 1 milhão. A iniciativa faz parte de um pacote recente de ações voltadas ao reforço da transparência e à maior fiscalização dos rendimentos no Judiciário.

A orientação é coibir excessos, com foco em verbas que acabaram sendo incorporadas aos salários para contornar o teto do funcionalismo público, atualmente fixado em R$ 46,3 mil.

Em março, o Supremo Tribunal Federal passou a restringir os critérios para pagamento de verbas indenizatórias — os chamados “penduricalhos”, adicionais que podem elevar a remuneração acima do teto constitucional e que há anos são alvo de críticas ao Poder Judiciário.

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