A primeira caneta de semaglutida fabricada no Brasil, o Ozivy, está mais próxima de chegar às farmácias após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estabelecer o teto de preço para a comercialização do medicamento.
A produção do Ozivy, primeira caneta de semaglutida fabricada no Brasil, recebeu autorização da agência na última terça-feira (25).
O preço máximo definido é o mesmo do Ozempic para as canetas de 1,5 ml, de R$ 803,44 sem impostos. O medicamento possui o mesmo princípio ativo e teve a patente expirada em março deste ano.
O imposto varia entre os estados, o que faz com que o valor final mude conforme a região. Em São Paulo, com alíquota de 18%, o teto chega a R$ 1.314,37; já em Alagoas, onde a taxa é de 19%, o valor máximo sobe para R$ 1.330,60. Para as versões de 3 ml, também previstas pela EMS, o preço máximo sem impostos é de R$ 1.399,72.
O teto regulatório não determina, porém, o preço final nas farmácias, que fica a cargo da estratégia comercial da empresa.
No anúncio de aprovação, a EMS informou que deve praticar preços cerca de 30% inferiores aos da concorrência. Hoje, as canetas de menor dosagem do Ozempic custam cerca de R$ 900, o que indica uma expectativa de preços em torno de R$ 630.
A previsão de lançamento nas farmácias deve ser divulgada na próxima semana. Assim como os demais medicamentos à base de semaglutida, o produto só poderá ser vendido mediante prescrição médica e retenção de receita em duas vias.
