A Polícia Legislativa do Senado registrou um boletim de ocorrência para apurar uma denúncia de que a influenciadora Deolane Bezerra estaria planejando um atentado contra o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A suspeita foi levantada após declarações do funkeiro MC Misa em entrevista ao canal “Frank Clips”, veiculado no TikTok e no YouTube. No vídeo em questão, o cantor afirmou que o suposto plano de assassinato estaria sendo articulado pela advogada e por outros indivíduos.
Durante a gravação, MC Misa declarou expressamente que o ataque contra o filho do ex-presidente estava sendo desenhado com a participação de Deolane e de um homem identificado como Marcelinho. Ao ser questionado pelo entrevistador Frank — que se apresenta como ex-membro do PCC —, o músico ressaltou que as ameaças já circulavam abertamente nos bastidores do mundo do funk e que os principais envolvidos na articulação seriam figuras do meio político.
De acordo com o depoimento do funkeiro, a motivação por trás do atentado seria estritamente estratégica e financeira. Ele explicou que uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro na corrida presidencial traria sérios prejuízos tanto para a esquerda quanto para os negócios e “trâmites” da influenciadora. Misa alegou que Deolane usaria suas conexões para mapear a situação e fazer o crime acontecer como forma de autodefesa comercial e política.
Diante da gravidade das afirmações, o policial legislativo Bruno Ribeiro Fonseca protocolou o boletim de ocorrência na Coordenação de Polícia de Investigação e Judiciária do Senado, motivado por relatórios do setor de Inteligência da própria instituição. O documento oficial, que acompanha trechos da transmissão realizada no dia 26 de maio, pede uma verificação preliminar dos fatos e aponta que um inquérito formal poderá ser instaurado caso as suspeitas ganhem contornos de veracidade.
A nova acusação surge em um momento delicado para Deolane Bezerra, que possui mais de 21 milhões de seguidores nas redes sociais. A influenciadora foi presa recentemente em uma operação conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo, sob a suspeita de envolvimento com a facção criminosa PCC e com familiares de Marcola, o líder máximo da organização. A defesa de Deolane nega veementemente todas as acusações.
