Suzane von Richthofen voltou a chamar atenção nos últimos dias após participar de uma visita técnica ao 1º Distrito Policial de Bragança Paulista, no interior de São Paulo, durante uma atividade acadêmica do curso de Direito da Universidade São Francisco. A ação aconteceu na última sexta-feira (22) e reuniu cerca de 20 estudantes da disciplina de Direito Penal, acompanhados pela professora Márcia Caceres Yokoyama. Atualmente em regime aberto, Suzane cursa o terceiro ano da graduação e participou da atividade ao lado dos colegas para conhecer de perto o funcionamento de uma unidade policial.
Condenada a 39 anos de prisão pelo assassinato dos pais, Manfred e Marísia von Richthofen, crime ocorrido em 2002 e que teve grande repercussão nacional, Suzane manteve postura discreta durante toda a visita. Segundo relatos de estudantes presentes, os universitários conversaram durante aproximadamente duas horas com delegados, investigadores e escrivãs sobre a rotina de trabalho na delegacia, mas Suzane permaneceu em silêncio na maior parte do tempo e não fez perguntas aos policiais. A presença dela em um ambiente diretamente ligado à investigação criminal despertou curiosidade entre os participantes e repercutiu nas redes sociais.
A visita também reacendeu lembranças do histórico de Suzane com delegacias e investigações policiais. Entre 2002 e 2006, ela frequentou diversas vezes o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em São Paulo, durante as investigações do assassinato dos próprios pais. Ainda segundo relatos divulgados pela imprensa, alguns estudantes chegaram a comentar reservadamente, em tom de brincadeira, que Suzane teria “mais a ensinar do que aprender” sobre o funcionamento de uma delegacia de homicídios. O episódio ganhou ainda mais simbolismo pelo fato de Suzane já ter iniciado anteriormente um curso de Direito antes de ser presa pelo crime que chocou o país.
