Irmã de Deolane faz forte desabafo após prisão da influenciadora ser exibida na Globo: “Exposição vexatória”

Nayara Vieira
3 min de leitura

A repercussão em torno da prisão da advogada e influenciadora Deolane Bezerra ganhou novos capítulos após a exibição de uma reportagem detalhada no programa Fantástico, da TV Globo. A matéria, que mostrou o momento exato em que a polícia acordou e prendeu a famosa, gerou forte revolta em sua família, que acusa a emissora de promover um espetáculo midiático e uma exposição vexatória.

Visivelmente abalada, Daniele Bezerra, uma das irmãs de Deolane, usou as redes sociais para se posicionar e criticar duramente a abordagem policial e a cobertura televisiva. Ela afirmou que invadir uma casa com fuzis para prender uma mulher dormindo, diante de uma criança de 9 anos no quarto ao lado, e transformar essa situação em entretenimento não pode ser considerado justiça.

“A única coisa que eu tenho pra falar é sobre o espetáculo. Invadir uma casa com fuzis pra prender uma mulher dormindo, diante de uma criança de 9 anos no quarto ao lado, e ainda transformar isso em entretenimento televisivo não é justiça. Nunca vai ser justiça”, declarou.

A advogada também apontou o que considera violações graves de garantias fundamentais, classificando o episódio como um abuso à Constituição Federal, à declaração dos Direitos Humanos e ao artigo quinto, que assegura a presunção de inocência. Daniele lamentou a postura do público e da mídia, ressaltando que, mesmo para quem não gosta de Deolane, é inadmissível concordar que esse tipo de situação seja tratado como entretenimento.

A indignação da família, no entanto, começou antes mesmo de o programa de domingo ir ao ar. A outra irmã da influenciadora, Dayanne Bezerra, já havia disparado furiosa contra a emissora carioca após a divulgação de que Deolane estava sendo investigada pela Interpol durante uma viagem recente à Itália.

Toda a polêmica decorre de uma investigação complexa na qual Deolane Bezerra é acusada de lavagem de dinheiro para o crime organizado. De acordo com as autoridades, a advogada é suspeita de participar de um esquema ligado ao Primeiro Comando da Capital, o PCC. Na avaliação da polícia, tanto a influenciadora quanto as suas empresas funcionariam como uma espécie de intermediária financeira para a organização criminosa.

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