Motim em presídio venezuelano expõe denúncias de abuso e violência contra detentos

André Oliveira
2 min de leitura
Reprodução/Internet.

Detentos da penitenciária de Barinas, no oeste da Venezuela, protagonizaram um protesto no telhado da unidade prisional no último domingo (24), em meio a denúncias de abusos cometidos dentro do presídio. Durante a manifestação, os presos empilharam colchões e atearam fogo ao material, enquanto exigiam a destituição do diretor da prisão. Segundo os detentos, o responsável pela unidade teria supervisionado agentes penitenciários durante uma ação em que presos desarmados foram alvos de disparos. Imagens divulgadas mostram fumaça saindo do local enquanto os internos ocupavam o teto da penitenciária em um ato de revolta contra as condições enfrentadas no sistema prisional venezuelano.

Os presos denunciaram agressões e abuso de autoridade por parte dos guardas da unidade. O protesto ocorreu em um cenário já marcado por frequentes denúncias envolvendo violações de direitos humanos e problemas estruturais nas penitenciárias venezuelanas. Os manifestantes pediram mudanças imediatas na administração do presídio e responsabilizaram a direção pelos episódios de violência registrados dentro da prisão. Até o momento, as autoridades venezuelanas não haviam divulgado detalhes oficiais sobre possíveis feridos ou sobre providências adotadas após o motim.

A crise no sistema penitenciário da Venezuela tem sido alvo constante de críticas de organizações de direitos humanos, que apontam superlotação, violência interna e denúncias recorrentes de maus-tratos. O protesto em Barinas amplia a pressão sobre o governo venezuelano em relação à condução das unidades prisionais do país. O episódio também chama atenção pela dimensão visual do ato, com presos ocupando áreas elevadas da penitenciária e incendiando colchões para chamar atenção das autoridades e da opinião pública para as denúncias feitas pelos internos.

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