“Não dá palco para isso”, diz Bruno Gagliasso ao criticar curso de Cazarré

André Oliveira
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Reprodução/Internet.

O ator Bruno Gagliasso voltou a repercutir nas redes sociais após fazer duras críticas ao curso de masculinidade criado por Juliano Cazarré. Em entrevista ao videocast “Conversa Vai, Conversa Vem”, repercutida pela colunista Fábia Oliveira, do Metrópoles, o artista classificou o projeto como “triste, feio e vergonhoso”, afirmando que a situação se agravou após declarações recentes de Cazarré envolvendo mulheres e violência. Segundo Gagliasso, não se deve “dar palco” para discursos que, na visão dele, propagam desinformação e ainda geram lucro com temas delicados ligados à masculinidade e ao comportamento social.

Durante a conversa, Bruno Gagliasso também comentou sobre a dificuldade de dialogar com pessoas que compartilham da mesma linha ideológica defendida por Juliano Cazarré. O ator afirmou que não se sente capaz de convencer indivíduos ligados a posições extremistas e criticou o que chamou de “red pills falando merda”, relacionando o tema ao aumento da violência contra mulheres no país. A fala ganhou forte repercussão nas redes sociais por tocar em debates atuais sobre masculinidade tóxica, polarização política e o crescimento de conteúdos voltados ao chamado “universo masculino tradicional”.

Ainda na entrevista divulgada pela colunistavdo Metrópoles, Bruno defendeu que o verdadeiro papel do homem atualmente deveria estar mais ligado à escuta, aprendizado e desconstrução pessoal. O artista destacou que aprende constantemente com a esposa, Giovanna Ewbank, e com a filha, afirmando que ser homem é justamente o oposto do que, segundo ele, o curso de Cazarré tenta transmitir. A declaração ampliou ainda mais a discussão pública em torno do projeto “O Farol e a Forja”, que já vinha sendo alvo de críticas e debates entre artistas, influenciadores e especialistas nas últimas semanas.

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