Grávida agredida não foi a primeira vítima; empresária acumula mais de 10 processos na Justiça

Nayara Vieira
3 min de leitura

As investigações sobre a empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos revelam um cenário que ultrapassa o isolado episódio de violência. De acordo com informações da jornalista Patricia Calderón do Canal do Paulo Mathias, obtidas no depoimento da vítima, ela é acusada de possui um histórico alarmante. Estima-se que existam pelo menos dez processos ou acusações anteriores registrados por outras pessoas que trabalharam para ela.

O padrão relatado é cruel: a empresária é suspeita de forjar situações de furto de objetos pessoais, como joias, para acusar funcionários e demiti-los por justa causa, evitando assim o pagamento de salários e direitos trabalhistas.

No caso mais recente, a jovem trabalhava na residência há apenas 15 dias quando o sumiço de um anel foi utilizado como pretexto para uma sessão de tortura que durou cerca de uma hora. Mesmo ciente de que a jovem está indo para o sexto mês de gravidez, Carolina, auxiliada por um ex-policial amigo da família, iniciou uma série de agressões físicas. A vítima relatou ter sofrido puxões de cabelo, tapas e coronhadas, sendo obrigada a procurar a joia enquanto era espancada. O momento de maior terror ocorreu quando o comparsa da empresária colocou a arma dentro da boca da jovem, ameaçando disparar contra sua perna caso o objeto não aparecesse.

O desfecho da acusação de furto reforça a tese de armação: A empregada doméstica acabou encontrando o anel enrolado em roupas sujas dentro de um cesto, local onde ela acredita que a própria patroa tenha escondido o objeto para incriminá-la. Após o encontro da joia, as ofensas continuaram, e a jovem foi expulsa da casa sob xingamentos, sem receber o valor integral pelo serviço prestado.

Após a repercussão do caso e o decreto de prisão preventiva pela Justiça do Maranhão, Carolina Sthela tentou evadir-se, buscando refúgio na casa de um tio em Teresina (PI). A fuga, no entanto, foi interrompida em um posto de gasolina na capital piauiense, onde ela foi interceptada pela Polícia Civil enquanto preparava o veículo para seguir viagem rumo ao litoral ou ao estado do Amazonas. Transferida de helicóptero para o Maranhão sob forte esquema de segurança, a empresária agora responde por crimes que, somados ao seu extenso histórico de abusos, podem resultar em penas severas por tortura e cárcere privado.

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