Conselheiro de Trump diz que brasileiras são “programadas para causar confusão” e de “raça maldita”

André Oliveira
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O enviado especial do governo Donald Trump para assuntos globais, Paolo Zampolli, provocou forte repercussão ao afirmar, em entrevista à emissora italiana RAI, que brasileiras são “programadas para arrumar confusão”, além de utilizar termos ofensivos para se referir às mulheres do país, incluindo a expressão “raça maldita”. Zampolli também é o mesmo representante que anteriormente sugeriu à FIFA a substituição do Irã pela Itália na Copa do Mundo, o que já havia gerado controvérsias no cenário internacional.

As declarações foram feitas enquanto comentava sua relação com a ex-mulher, a ex-modelo brasileira Amanda Ungaro, com quem foi casado por quase duas décadas. Ungaro foi deportada dos Estados Unidos em outubro de 2025 após acusações de fraude. Durante a entrevista, Zampolli negou qualquer participação no processo de deportação, apesar de mencionar o caso ao justificar suas falas sobre mulheres brasileiras.

A repercussão ocorre em meio a uma crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos, marcada por trocas de retiradas de credenciais policiais e pelo aumento da tensão política. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a ameaçar adotar medidas de reciprocidade após o caso envolvendo Ramagem, ampliando o desgaste nas relações bilaterais no mesmo período em que as declarações de Zampolli vieram a público.

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