O ator Juliano Cazarré foi alvo de uma onda de críticas nas redes sociais após anunciar a criação de um evento voltado ao público masculino, intitulado “O Farol e a Forja”, com proposta de discutir temas como masculinidade, paternidade, empreendedorismo e vida espiritual. Segundo o próprio artista, o encontro, que será realizado ao longo de três dias em São Paulo, pretende reunir médicos, empresários, atletas e líderes, com o objetivo de se tornar “o maior encontro de homens do Brasil”, voltado especialmente àqueles que se sentem “enfraquecidos” ou fora de controle em suas vidas.
A divulgação do projeto provocou forte repercussão negativa, principalmente entre colegas da classe artística, após Cazarré defender que vive-se em uma sociedade que teria “enfraquecido os homens”. Em publicações nas redes, o ator afirmou já ter sido “cancelado várias vezes” por suas opiniões sobre papéis familiares e por não “pedir desculpa por ser homem”. Entre os críticos estão nomes como Paulo Betti, Maeve Jinkings, Julia Lemmertz, Betty Gofman e Marjorie Estiano, que se manifestaram publicamente contra o discurso apresentado pelo artista.
As críticas foram diretas e contundentes. Maeve Jinkings classificou a narrativa do ator como “perigosa e narcísica”, enquanto Marjorie Estiano afirmou que o discurso reproduz ideias já difundidas que, segundo ela, têm consequências sociais graves. Outros comentários também apontaram incômodo com o posicionamento de Cazarré, ampliando a polêmica em torno do evento e do debate sobre masculinidade proposto pelo ator.
