Mulher acusada de racismo tenta dar “carteirada” em policiais na Bahia

Nayara Vieira
2 min de leitura

Uma idosa de 74 anos, moradora do Distrito Federal, foi presa em flagrante nesta terça-feira (21/4) na orla de Salvador, entre o Rio Vermelho e Ondina, sob suspeita de racismo e injúria. Durante a abordagem, a mulher tentou resistir à prisão e disparou ofensas contra um policial militar negro, afirmando pertencer a uma “raça superior” e alegando que, em Brasília, “só tem branco” e não se vê pessoas armadas daquela forma.

Para tentar se livrar da detenção, a suspeita recorreu a uma “carteirada”, afirmando aos policiais que não era “qualquer uma”. Ela alegou ter conexões influentes, mencionando que sua filha trabalha em uma grande instituição financeira e chegando a declarar que a presidente do Banco do Brasil a conhecia pessoalmente. O momento da abordagem foi registrado em vídeo e circulou nas redes sociais, mostrando a resistência da idosa diante da guarnição.

Ao tentar se justificar durante o episódio, a mulher apresentou um argumento contraditório, questionando como poderia ser racista se o próprio avô era preto. No entanto, as ofensas proferidas no local levaram a 12ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) a conduzi-la imediatamente à delegacia, onde o caso foi formalizado. A idosa permanece à disposição da Justiça e deve passar por audiência de custódia ainda nesta quarta-feira (22/4).

O caso, revelado pela coluna Na Mira, destaca o embate entre a tentativa de usar o status social como escudo e a aplicação da lei frente a crimes de ódio. Enquanto a defesa foca na idade e na suposta origem brasiliense da mulher para contextualizar suas falas, a autoridade policial reforça que os ataques diretos à honra e à raça do agente configuram infrações graves, independentemente da rede de contatos alegada pela suspeita.

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