O “BBB 26” encerrou sua trajetória na TV Globo na noite da última terça-feira (21) sob o título de “Edição de Colecionador”. Embora tenha sido um sucesso estrondoso de repercussão e engajamento nas redes sociais, o desfecho do reality não reservou grandes surpresas ao coroar Ana Paula Renault como a grande vencedora. Apesar da popularidade digital, os números de audiência na TV aberta ficaram aquém do esperado, quase registrando um recorde negativo para a emissora.
Segundo dados prévios levantados pela coluna Outro Canal, da Folha de S. Paulo, a grande final registrou a segunda pior audiência da história do programa em transmissões ao vivo na TV aberta. É importante ressaltar, contudo, que esses índices não contabilizam o público do Globoplay, plataforma que apresenta crescimento constante a cada temporada. Na Grande São Paulo, a média foi de 20 pontos, com um pico de 22 pontos durante a exibição.
No momento exato do anúncio da vitória de Ana Paula, à meia-noite e vinte e oito minutos, o reality marcava 21 pontos de audiência. Já no Rio de Janeiro, o desempenho foi ligeiramente superior, consolidando 22 pontos de média, mesmo índice alcançado nas métricas do Painel Nacional de Televisão (PNT). Para efeito de comparação, cada ponto de audiência nas medições atuais equivale a aproximadamente 199 mil telespectadores sintonizados.
Apesar de ser uma das menores audiências históricas para uma final do “Big Brother Brasil”, a Globo manteve uma liderança absoluta e isolada em relação às suas concorrentes diretas. Enquanto o programa estava no ar, Record e SBT registraram apenas 3 pontos cada, enquanto Band e Rede TV! permaneceram com índices abaixo de 1 ponto. A diferença abismal reafirma que, mesmo em noites de menor brilho estatístico, o reality ainda domina o horário nobre.
Os dados divulgados até o momento são preliminares e servem como um termômetro imediato do impacto do programa. O resultado consolidado, que traz números definitivos e ajustes técnicos, deve ser divulgado pela emissora ainda nesta quarta-feira (22). Independentemente dos décimos que possam ser somados, a edição de 2026 termina marcada pelo contraste entre a onipresença nas conversas digitais e os novos desafios de audiência na televisão tradicional.
