Filho mata a mãe, tenta acessar contas bancárias com atitude cruel e é preso durante velório

Nayara Vieira
3 min de leitura
Filho mata a mãe, tenta acessar contas bancárias com atitude cruel e é preso durante velório (Reprodução)

Uma cena chocante marcou o velório de Andrelina dos Santos Antônio, de 53 anos, no último domingo (12), quando seu próprio filho foi preso sob a acusação de tê-la assassinado. A vítima, que era servidora pública municipal em Santa Maria da Serra (SP), foi morta na sexta-feira (10) dentro de sua residência. O jovem de 26 anos foi detido em flagrante pela Polícia Civil de Piracicaba enquanto participava das despedidas da mãe, após uma investigação rápida que o apontou como principal suspeito.

Os detalhes revelados pela investigação da Divisão Especializada em Investigações Criminais (Deic) são brutais. Segundo a polícia, o acusado teria decepado o dedo indicador da mão direita da vítima para conseguir desbloquear o aparelho celular dela por meio da biometria. O objetivo do ato bárbaro seria realizar transferências bancárias e subtrair valores das contas da servidora. O corpo de Andrelina foi encontrado com múltiplas lesões, evidenciando a violência do ataque.

Após o crime, o suspeito tentou criar um álibi digital para despistar as autoridades. Ele fugiu da cidade e utilizou as redes sociais para publicar postagens que sugeriam que ele estava em uma região diferente do estado de São Paulo no momento do homicídio. No entanto, a residência da vítima foi encontrada totalmente revirada e o celular, peça-chave para as transações financeiras ilícitas, não estava no local, o que aumentou as suspeitas sobre o círculo familiar próximo.

Imagens de câmeras de segurança foram fundamentais para traçar a cronologia do crime, registrando o momento em que um casal chegou à casa da servidora. Os investigadores acreditam que o filho estava acompanhado de uma mulher, que permanece foragida e está sendo procurada. Ambos teriam permanecido por várias horas dentro do imóvel, deixando o local apenas no sábado (11/4), dia seguinte à morte de Andrelina.

O caso está sendo tratado oficialmente como feminicídio pelas autoridades de Piracicaba. A brutalidade do crime e o fato de o suspeito ter comparecido ao funeral da própria mãe geraram profunda indignação na comunidade local, onde Andrelina era conhecida por seu trabalho na prefeitura. Enquanto o filho permanece sob custódia, a polícia continua as buscas pela cúmplice e analisa os dados bancários para confirmar o montante desviado durante a ação criminosa.

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