O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, admitiu derrota nas eleições parlamentares realizadas no último domingo (12), reconhecendo publicamente o resultado ainda com a apuração em andamento. Em discurso a apoiadores, ele afirmou que o desfecho era “claro” e declarou já ter parabenizado o partido vencedor, classificando o resultado como doloroso.
De acordo com os dados preliminares divulgados pelo Conselho Nacional Eleitoral, com 45,7% dos votos apurados, o partido de centro-direita Tisza aparecia na liderança e projetava conquistar cerca de 135 dos 199 assentos do parlamento húngaro. Esse desempenho garantiria à sigla uma maioria de dois terços, número suficiente para promover mudanças na Constituição do país.
Apesar da derrota, Orbán afirmou que continuará atuando na vida política do país, agora na oposição. O reconhecimento do resultado marca um momento decisivo no cenário político húngaro, com a vitória do Tisza indicando uma ampla mudança na composição do parlamento e no rumo político da Hungria.
