84% são contra Erika Hilton na Comissão da Mulher, diz Realtime

Nayara Vieira
2 min de leitura

Uma pesquisa do instituto Realtime Big Data, divulgada nesta quinta-feira (19/3), aponta que 84% dos brasileiros discordam da nomeação da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos das Mulheres na Câmara. O levantamento, que ouviu 1.200 pessoas entre os dias 17 e 18 de março, mostra que apenas 16% dos entrevistados são favoráveis à indicação da parlamentar transexual para o posto.

O estudo também abordou as recentes críticas do apresentador Ratinho à nomeação. Para 61% dos ouvidos, a manifestação do comunicador “foi correta e falariam do mesmo jeito”, enquanto 20% consideraram a fala “correta, mas exagerada”. Por outro lado, 19% dos entrevistados avaliaram que a postura do apresentador do SBT foi preconceituosa. A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

No campo institucional, a escolha de Erika Hilton gera preocupação em entidades de defesa feminina, como a Associação Matria. A diretora da organização, Celina Lazzari, alertou em entrevista à Crusoé que a gestão da deputada pode travar projetos de lei que visam assegurar espaços exclusivos para mulheres biológicas. O receio é que pautas que defendem a manutenção de banheiros, alas hospitalares e casas de acolhimento separados por sexo sejam sumariamente descartadas ou rejeitadas pela nova presidência.

Segundo Lazzari, existe um conflito direto entre a agenda da parlamentar, que defende espaços unissex, e propostas que buscam preservar a separação por sexo garantida atualmente. A diretora argumenta que projetos encaminhados para proteger esses ambientes segregados dificilmente avançarão sob o comando de Hilton, o que representaria um obstáculo para as pautas defendidas por sua associação em prol de mulheres, mães e crianças.

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