O relatório do Pacto Brasil do Banco Master, que teria sido preenchido pelo escritório de Viviane Moraes, sumiu da CGU depois que surgiram contradições entre as datas dos serviços prestados e o envio do documento. Segundo o escritório, o preenchimento ocorreu entre 25 de setembro e 9 de outubro de 2025, mas na plataforma da CGU a data registrada foi 13 de março do mesmo ano.
O formulário, que serve para empresas se comprometerem publicamente com integridade, inclui perguntas sobre código de ética, apoio da direção a práticas de compliance e políticas de governança. Especialistas ouvidos por O Antagonista afirmam que é estranho um banco em fase inicial de compliance responder “sim” a todas as perguntas, levantando dúvidas sobre a veracidade do documento.
Emerson Zanin, auditor com mais de 30 anos de experiência, afirma que o uso do selo Pacto Brasil não garante que a empresa é íntegra, mas marcar “sim” em tudo é incomum e evidencia fragilidades no programa. O relatório, que estava disponível em 10 de março, desapareceu do sistema da CGU no dia seguinte, reforçando questionamentos sobre a transparência do preenchimento.
