Vorcaro é transferido para cela comum

Nayara Vieira
3 min de leitura

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro foi transferido para uma cela comum na Superintendência da Polícia Federal, localizada em Brasília. A medida foi oficialmente autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, relator do caso Master. Com a mudança de carceragem, Vorcaro passa a seguir as rígidas normas internas aplicadas pela instituição a todos os detentos, o que restringe as visitas de seus defensores a apenas duas por dia, com duração máxima de meia hora cada, em horários previamente estipulados.

Anteriormente, o ex-banqueiro ocupava o mesmo espaço onde esteve detido o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que atualmente cumpre prisão domiciliar. O histórico de detenções de Vorcaro inclui uma prisão inicial em novembro de 2025, durante a deflagração da primeira fase da Operação Compliance Zero, por determinação da Justiça Federal em Brasília, período após o qual conseguiu a liberdade. Contudo, em março deste ano, ele voltou a ser preso sob as ordens do ministro Mendonça, uma decisão que foi chancelada de forma unânime pela Segunda Turma do STF.

A transferência interna ocorreu após a Polícia Federal solicitar ao ministro relator que Vorcaro fosse reencaminhado a um estabelecimento prisional regular, sob o argumento de que a permanência dele na Superintendência afetava e desestruturava a rotina administrativa do local. Embora André Mendonça ainda não tenha tomado uma decisão definitiva sobre a mudança para um presídio externo, ele permitiu a alteração de celas dentro do próprio prédio da PF. O ex-banqueiro está nesse endereço desde o dia 19 de março, data em que iniciou as tratativas para o seu acordo de delação premiada, após ser transferido da Penitenciária Federal de Brasília, que é uma unidade de segurança máxima.

A aplicação das regras comuns de carceragem foi decidida pela PF pelo fato de a defesa de Vorcaro já ter protocolado e entregue formalmente a sua proposta de colaboração premiada. No momento, o teor do documento apresentado pelo ex-banqueiro segue sob análise minuciosa por parte da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República (PGR), que avaliam a viabilidade e os termos do acordo de delação. Com informações do UOL e do Estadão Conteúdo.

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