Vorcaro avalia delação premiada após prisão; aliados consultam PF e PGR

Bruno Dames
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O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso novamente, tem estudado a possibilidade de fechar um acordo de delação premiada, segundo relatos de seus advogados à CNN. Interlocutores de Vorcaro consultaram a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República sobre a disposição em eventual delação, mas, até o momento, o empresário não pretende formalizar nenhum acordo. A iniciativa surgiu após a nova prisão preventiva e visa proteger familiares e reduzir impactos na investigação sobre fraudes ligadas ao Banco Master.

Entre os parentes citados, o cunhado Fabiano Zettel também está preso, enquanto o pai de Vorcaro, Henrique, foi citado por ocultar R$ 2,2 bilhões em seu nome na gestora Reag. A defesa ressalta que a delação só seria considerada se houver benefícios concretos na proteção das investigações e familiares. O advogado de Vorcaro visitou o empresário na prisão federal de Brasília, com autorização do ministro André Mendonça para que a conversa não fosse gravada.

No Congresso, aliados do centrão defendem que Vorcaro retorne ao cumprimento de medidas cautelares em regime domiciliar, alegando que os crimes foram cometidos antes de sua primeira prisão. A Polícia Federal avalia que a delação só seria possível se o ex-banqueiro apresentar informações novas e relevantes. A expectativa é que a próxima fase da operação Compliance Zero tenha foco em supostas tentativas de Vorcaro de obter apoio político no Congresso Nacional.

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