Vereadora Luana Silva sai vitoriosa de tentativa de cassação em MG; entenda o caso

Nayara Vieira
3 min de leitura
Vereadora Luana Silva sai vitoriosa de tentativa de cassação em MG; entenda o caso

A vereadora Luana Silva, do Partido Missão, saiu vitoriosa da tentativa de cassação de seu mandato na Câmara Municipal de Chapada Gaúcha, no norte de Minas Gerais. A decisão ocorreu nesta segunda-feira, 18 de maio de 2026, quando a manobra para destituí-la foi formalmente derrotada no plenário da Casa Legislativa. O deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil-SP), que lidera a construção do novo partido, celebrou intensamente o resultado nas redes sociais com a mensagem: “URGENTE: NÓS VENCEMOS!”.

A crise política no município começou depois que Luana Silva e a vereadora Raiane aprovaram um projeto de lei que proíbe a administração pública municipal de contratar pessoas condenadas pela Lei Maria da Penha ou por violência contra a mulher. A nova legislação acabou atingindo diretamente um servidor da própria Câmara Municipal. O funcionário em questão já possui condenação por crime sexual e responde a cerca de 20 processos na Justiça.

Inconformado com a medida, o servidor passou a assediar e a ameaçar as duas parlamentares durante uma viagem institucional. Além disso, o homem iniciou uma perseguição virtual contra as vereadoras, publicando fotos das duas nas redes sociais e divulgando a localização delas em tempo real. Diante da gravidade da situação, as parlamentares recorreram ao Ministério Público, que prontamente cobrou providências imediatas das autoridades locais contra o assediador.

Como forma de retaliação e defesa do funcionário, o presidente da Câmara Municipal decidiu abrir um processo de cassação contra os mandatos de Luana Silva e Raiane. O chefe do Legislativo é um aliado político do prefeito de Chapada Gaúcha, cuja gestão é marcada pelo emprego da própria esposa e de mais quatro parentes na administração da prefeitura local.

O que aconteceu?

O caso rapidamente ganhou repercussão nacional devido à forte mobilização do Partido Missão e de Kim Kataguiri, que classificou a denúncia de cassação como um caso explícito de perseguição política e violência política de gênero. Durante os dias que antecederam a votação, o deputado federal anunciou que defenderia o mandato de Luana até o fim e prometeu expor publicamente a identidade e as fotos de qualquer vereador que votasse a favor da destituição das parlamentares.

Em paralelo, a vereadora Luana Silva publicou uma longa sequência de mensagens na internet relatando detalhadamente os abusos que vinha sofrendo e pediu o apoio da população. O apelo gerou uma onda de solidariedade na web, impulsionando a hashtag #LuanaFica e um abaixo-assinado virtual que culminaram na vitória desta segunda-feira. Com o resultado, Luana preserva sua cadeira histórica, sendo a primeira vereadora filiada ao Partido Missão na história do município.

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