Unicamp: 24 cepas de vírus, como dengue e herpes, foram furtadas, diz TV

Nayara Vieira
2 min de leitura
Unicamp se pronuncia sobre furto de vírus (Foto: reprodução)

Uma investigação da Polícia Federal revelou que ao menos 24 cepas diferentes de vírus foram transportadas entre unidades de pesquisa após serem furtadas de um laboratório da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O crime, que possivelmente ocorreu no início do mês passado, veio a público neste domingo (29) através de reportagem do programa Fantástico, da TV Globo. O desaparecimento dos materiais biológicos, que estavam armazenados no Laboratório de Virologia e Biotecnologia Aplicada do Instituto de Biologia, só foi formalmente constatado pela instituição recentemente.

A principal suspeita do furto é a professora e pesquisadora argentina Soledad Palameta Miller, que atua na própria Unicamp. Ela chegou a ser presa pela Polícia Federal na última segunda-feira (23), mas obteve liberdade provisória concedida pela Justiça Federal um dia depois. Como parte das medidas cautelares, Soledad está proibida de acessar laboratórios ligados à investigação e de deixar o país sem autorização judicial. A defesa da pesquisadora optou por não se pronunciar sobre as acusações, alegando o sigilo decretado pela 9ª Vara Federal de Campinas.

A investigação aponta que Soledad teria manipulado Organismos Geneticamente Modificados (OGMs) e seus derivados em total desacordo com as normas estabelecidas pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). As suspeitas incluem a produção, o armazenamento e até a possível comercialização ou exportação desses materiais sem as devidas licenças dos órgãos de fiscalização. O caso é tratado com rigor pelas autoridades devido aos riscos biológicos envolvidos no transporte e manuseio inadequado de vírus e materiais genéticos sensíveis.

Além da pesquisadora, a Polícia Federal também apura o possível envolvimento de seu marido, Michael Edward Miller, no furto do material biológico da universidade. Enquanto o inquérito avança para determinar a extensão do transporte dessas cepas e o destino final dos vírus subtraídos, a Unicamp colabora com as autoridades para reforçar a segurança de seus ativos científicos. Até o momento, a defesa de Michael Edward Miller não foi localizada para prestar esclarecimentos sobre as suspeitas que recaem sobre ele.

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