O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) apura a existência de um suposto plano de atentado contra a desembargadora Cinthia Bittencourt Schaefer, responsável pela relatoria dos processos relacionados à Operação Mensageiro.
Deflagrada em 2022, a operação resultou na prisão de ao menos 17 prefeitos, além de outros agentes públicos e empresários investigados por suspeitas de corrupção.
De acordo com as informações do colunista Ânderson Silva, do NSC Total, a magistrada também foi responsável por autorizar a operação DNA do Crime, realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) em 2 de junho. A ação integra os desdobramentos da sexta fase da Mensageiro.
Nessa investigação, sete pessoas ligadas a uma empresa de coleta de lixo foram alvo de mandados de prisão. Conforme as apurações, uma delas teria feito referência, dentro da unidade prisional onde se encontra, a um possível plano de atentado contra Cinthia.
O suposto plano incluiria o acompanhamento da rotina e dos deslocamentos da desembargadora. Até o momento, a identidade do detento mencionado nas investigações não foi divulgada.
O Núcleo de Inteligência e Segurança Institucional (NIS) do Tribunal tomou conhecimento da situação e passou a apurar o caso, além de adotar medidas para reforçar a proteção da magistrada. Conforme os levantamentos iniciais, o preso teria citado o suposto atentado como uma possível retaliação às decisões proferidas por Schaefer que resultaram nas prisões relacionadas ao processo.
Uma das linhas de investigação aponta a possibilidade de que os suspeitos planejavam simular um acidente de trânsito, com o objetivo de encobrir a execução de uma ação criminosa.
Em março de 2023, ela se envolveu em um acidente de trânsito na BR-101, em Itajaí, enquanto estava em um veículo oficial do TJSC, acompanhada por um motorista. Ambos foram socorridos e tiveram apenas ferimentos leves. À época, o caso foi classificado como um acidente de trânsito sem indícios de crime, e não houve abertura de investigação.
Desde 2020, Santa Catarina registrou a prisão de 30 prefeitos no contexto de diferentes investigações. Entre elas, a que concentra o maior número de casos é a Operação Mensageiro, voltada à apuração de um esquema envolvendo irregularidades na coleta e no tratamento de resíduos em várias cidades do estado.
