Tensão em Ormuz: aliados reagem com cautela a apelo dos EUA

André Oliveira
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Imagem de satélite mostra o Estreito de Ormuz, região estratégica e considerada a mais delicada junto ao golfo de Omã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu apoio de aliados internacionais para reforçar a segurança no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes para o comércio global de petróleo. A passagem, por onde transita cerca de 20% do petróleo mundial, tornou-se foco de tensão após a escalada do conflito com o Irã, levando Washington a solicitar que países que dependem da via enviem navios militares para ajudar a proteger a navegação.

A reação internacional, no entanto, tem sido cautelosa. Países europeus como Alemanha, Itália e Reino Unido indicaram resistência a participar de uma operação militar direta, defendendo maior clareza sobre os objetivos da estratégia americana e priorizando soluções diplomáticas para a crise. Autoridades da União Europeia também afirmaram que não pretendem ampliar missões navais existentes para incluir o estreito neste momento.

Outros aliados também demonstraram cautela diante do pedido. O governo do Japão afirmou que ainda avalia possíveis ações, citando limitações legais e constitucionais para operações militares no exterior. Enquanto isso, países como Austrália descartaram enviar navios de guerra, refletindo o receio internacional de que uma presença militar ampliada possa intensificar ainda mais as tensões no Oriente Médio.

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