O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para manter as provas obtidas na Operação Chequinho, que investiga o ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho por suspeitas de corrupção eleitoral em Campos dos Goytacazes. O julgamento ocorre em meio a recursos da defesa, que tentavam anular elementos considerados centrais no processo. A decisão pode impactar diretamente o andamento das ações penais relacionadas ao caso, que apura o uso irregular de programas sociais para fins eleitorais.
A Operação Chequinho investiga a suposta utilização do programa social Cheque Cidadão para compra de votos durante as eleições municipais de 2016. Segundo as investigações, beneficiários teriam sido incluídos de forma irregular no programa em troca de apoio político, o que configuraria corrupção eleitoral. O caso já levou a condenações e prisões envolvendo Garotinho e outros investigados, sendo considerado um dos episódios mais relevantes da Justiça Eleitoral no estado do Rio de Janeiro.
No STF, a discussão gira em torno da validade das provas coletadas durante a operação. A defesa do ex-governador argumenta que houve irregularidades na obtenção desses elementos, enquanto o entendimento majoritário da Corte tem sido pela manutenção das evidências. Com isso, o julgamento pode influenciar não apenas o desfecho do processo, mas também eventuais planos políticos de Garotinho, já que a manutenção das provas reforça a continuidade das acusações na Justiça.
