A subtenente da Polícia Militar Marlene de Brito Rodrigues, de 59 anos, foi assassinada a tiros no final da manhã desta segunda-feira (6), no bairro Estrela Dalva, em Campo Grande. O principal suspeito do crime é o seu namorado, Gilberto Jarson, de 50 anos, que foi preso em flagrante por feminicídio logo após o ocorrido. Marlene, que servia no Comando-Geral da PM, tornou-se a primeira vítima de feminicídio registrada na capital sul-mato-grossense no ano de 2026.
As investigações apontam que o casal mantinha um relacionamento há pouco mais de um ano e dividia a mesma residência há dois meses. A farsa do suspeito começou a cair quando um vizinho, que também é policial, ouviu o disparo e pulou o muro da casa, encontrando Gilberto com a arma na mão. Embora o homem tenha alegado que Marlene havia cometido suicídio, ele entrou em diversas contradições ao tentar explicar por que estava portando o armamento naquele momento.
A delegada Analu Lacerda Ferraz, da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), ressaltou que, apesar de não haver registros anteriores de violência doméstica, isso não exclui a existência de um relacionamento conturbado entre os dois. Relatos de vizinhos indicam que o suspeito buscou a subtenente no trabalho pouco antes do crime, por volta das 11h30. Equipes da Polícia Civil e do Batalhão de Choque foram mobilizadas para coletar provas e depoimentos que ajudem a esclarecer a dinâmica do feminicídio.
Este trágico episódio reflete uma realidade alarmante no estado, já que Mato Grosso do Sul contabiliza nove casos de feminicídio apenas neste início de ano, envolvendo mulheres com idades entre 18 e 62 anos. A morte de uma oficial da reserva no exercício de suas funções administrativas reforça a urgência do combate à violência de gênero. O caso agora segue para a fase de inquérito, onde o depoimento formal do suspeito será confrontado com as evidências colhidas no local do crime.
