Sequestro no Iraque: jornalista dos EUA ignorou alertas de segurança antes do crime

André Oliveira
2 min de leitura
Shelly Kittleson é vista nesta imagem publicada em sua conta no Instagram • Shelly Kittleson/Instagram

A jornalista americana Shelly Kittleson, sequestrada em Bagdá na última terça-feira (31), já havia sido alertada previamente sobre ameaças contra sua segurança enquanto atuava no Iraque. Segundo fontes familiarizadas com o caso, ela recebeu avisos recentes de autoridades dos Estados Unidos e do próprio governo iraquiano sobre possíveis planos de ataque por parte de um grupo pró-Irã, incluindo riscos de sequestro ou até assassinato.

De acordo com essas fontes, o grupo Kataib Hezbollah, uma milícia apoiada pelo Irã e conhecida por já ter como alvo cidadãos americanos, estaria por trás das ameaças. O governo dos EUA teria informado Kittleson sobre um plano específico envolvendo esse grupo enquanto ela ainda realizava reportagens no país. Mesmo diante dos alertas, ela permaneceu no Iraque, onde continuava seu trabalho jornalístico.

Autoridades americanas e iraquianas monitoravam a situação há semanas e chegaram a recomendar que a jornalista deixasse o país diversas vezes. Após o sequestro, um indivíduo com ligações ao Kataib Hezbollah foi detido pelas forças iraquianas, segundo informou o subsecretário de Estado dos EUA, Dylan Johnson. O Departamento de Estado afirmou que já havia cumprido seu dever de alertar a jornalista e que segue atuando em conjunto com o FBI para garantir sua libertação o mais rápido possível.

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