Jaafar Jackson, sobrinho de Michael Jackson (1958–2009) e responsável por interpretar o cantor na cinebiografia Michael, afirmou em entrevista à revista GQ Middle East que a continuação do filme deve abordar as acusações de abuso infantil feitas contra o músico. Segundo o ator, a produção também pretende apresentar a perspectiva do tio sobre os acontecimentos.
O roteiro original da cinebiografia previa abordar as acusações de abuso infantil que marcaram os últimos anos da vida do artista. No entanto, uma cláusula de um acordo firmado com um dos acusadores impediu que o episódio fosse retratado no primeiro filme. A restrição teria levado à necessidade de regravações, com custo estimado em US$ 15 milhões, (cerca de R$ 77.250.000).
Em 1993, o dentista Evan Chandler acusou Michael de abuso sexual contra seu filho, Jordan, então com 13 anos. O cantor negou as acusações, e o caso terminou em um acordo financeiro entre as partes, firmado em 1994.
Anos depois, em 2013, o coreógrafo Wade Robson processou o espólio de Jackson, alegando ter sofrido abusos sexuais entre os 7 e os 14 anos. O ex-ator mirim James Safechuck também fez acusações semelhantes. O espólio de Michael Jackson nega todas as alegações..
Michael se consolidou como um dos maiores sucessos do ano nos cinemas, ultrapassando US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,15 bilhões) em bilheteria. Com o resultado, a produção se tornou a cinebiografia de maior arrecadação da história.
A narrativa da trama acompanha a trajetória do Rei do Pop desde a infância até o auge de sua carreira, encerrando-se durante a turnê mundial de Bad, no fim dos anos 1980. Dessa forma, a produção termina antes da primeira acusação de abuso infantil, registrada no início da década de 1990. A continuação tem lançamento previsto, até o momento, entre o fim de 2027 e o início de 2028.
