No último sábado (28), a Indonésia proibiu oficialmente o uso de redes sociais por menores de 16 anos, excluindo cerca de 70 milhões de crianças e adolescentes das plataformas digitais. A medida atinge diretamente aplicativos considerados de “alto risco”, como TikTok, Instagram, Facebook, YouTube e o jogo Roblox, cujos perfis deverão ser desativados imediatamente para cumprimento da nova norma. Com a decisão, o país asiático se junta a outras nações que adotam políticas mais rígidas para combater o vício digital e proteger jovens de conteúdos prejudiciais.
A ministra das Comunicações, Meutya Hafid, afirmou que não haverá exceções e destacou que a fiscalização será responsabilidade das empresas de tecnologia. Algumas plataformas já começaram a se adaptar: o X (antigo Twitter) e o Bigo Live elevaram suas idades mínimas, enquanto o TikTok informou que implementará medidas para restringir o acesso. Empresas que não cumprirem as regras estarão sujeitas a multas severas e até à suspensão de suas operações no país, que possui uma população de aproximadamente 284 milhões de habitantes.
A decisão reflete uma tendência global de maior controle sobre o impacto das redes sociais, acompanhando iniciativas semelhantes adotadas na Austrália e decisões judiciais recentes nos Estados Unidos. Enquanto parte dos jovens indonésios vê a medida como uma oportunidade para se concentrar nos estudos, outros já consideram maneiras de contornar as restrições com auxílio de adultos. O governo, por sua vez, reforça que a prioridade é reduzir a exposição excessiva e os riscos associados ao ambiente digital para menores de idade.
