O clássico entre Palmeiras e Corinthians, válido pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro, terminou empatado em 0 a 0, mas ficou marcado por um cenário de tensão dentro e fora de campo. Durante a partida, realizada na Neo Química Arena, um vídeo divulgado nas redes sociais registrou um torcedor supostamente proferindo ofensas racistas contra o goleiro Carlos Miguel, do Palmeiras, após uma jogada no segundo tempo. No áudio, é possível ouvir o termo “macaco”, direcionado ao atleta, o que motivou forte reação do clube alviverde.
Diante do episódio, o Palmeiras publicou uma nota oficial repudiando o ocorrido e cobrando providências das autoridades para identificar e punir o responsável pela injúria racial. O clube classificou o caso como uma grave violência e reforçou que atitudes racistas são incompatíveis com os valores do esporte e da sociedade. A denúncia teve como base justamente o vídeo que circulou após o clássico, ampliando a repercussão do caso e gerando indignação entre torcedores e dirigentes.
O Corinthians, mandante da partida, também se manifestou, prestando solidariedade ao goleiro e afirmando que não medirá esforços para identificar o autor das ofensas, colaborando com as autoridades. A Federação Paulista de Futebol igualmente repudiou o episódio e destacou a necessidade de apuração rigorosa, ressaltando que não há espaço para racismo no futebol. O caso reforça o clima de “caos” no Dérbi, que já havia sido marcado por expulsões e confusões, ampliando a gravidade dos acontecimentos envolvendo o confronto.
