Durante a convenção nacional realizada no Expo Center Norte, na Vila Guilherme, em São Paulo, que oficializou sua candidatura à reeleição neste domingo (2), o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um discurso em defesa do combate à violência contra as mulheres.
O petista admitiu que os índices de violência contra as mulheres ainda preocupam, mas defendeu as medidas adotadas por seu governo para combater esse tipo de crime.
“Eu duvido que tenha alguém no Brasil que tenha feito o que nós fizemos. Fizemos tudo? Não. Lógico que não dá para fazer tudo, mas a gente vai caminhando. Deus levou sete dias para fazer o mundo e ainda não acabou, porque só vai acabar no dia em que a gente acabar com gente ruim no mundo, sobretudo com a violência de homem contra a mulher nesse país”, destacou.
Na sequência, ele também afirmou que não faz questão do voto dos agressores e declarou que não se incomoda em perder o apoio eleitoral desse grupo criminoso. “Se bater na mulher, não precisa votar em mim”, disparou.
“O PT [Partido dos Trabalhadores] tem que ter coragem, o meu governo tem que ter coragem de dizer em alto e bom som. Não tem problema que eu perca algum voto, mas não é necessário e não é possível. O cara vai ter que escolher: ou ele vota em mim ou ele bate na mulher. Se bater na mulher, não precisa votar em mim. Pega a sua mão e vota em quem você quiser”, acrescentou.
Além de oficializar Lula, o Partido dos Trabalhadores confirmou Geraldo Alckmin (PSB) como candidato à vice-presidência, repetindo a chapa de 2022. A coligação contará com PSB, PCdoB, PV, PDT, PSOL e Rede.
Em meio ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos, o presidente escolheu a defesa da soberania nacional como uma das principais bandeiras de sua campanha à reeleição em 2026. Aos 80 anos, o petista disputará o Palácio do Planalto pela oitava vez.
