Preso por feminicídio, tenente é investigado por pelo menos cinco casos de assédio

Nayara Vieira
2 min de leitura
Tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto e Gisele Alves Santana (Foto: Redes sociais)

O tenente-coronel Geraldo Neto, que já é réu pelo feminicídio da esposa, a PM Gisele Alves, enfrenta agora uma série de novas denúncias que revelam um histórico de abusos dentro da corporação. Investigações da Corregedoria da Polícia Militar apontam que o oficial é alvo de pelo menos cinco denúncias de assédio moral e sexual nos últimos quatro anos. Uma das vítimas relata que, no ano passado, foi cercada pelo coronel, que tentou beijá-la à força; após recusar a investida, ela teria sido transferida de batalhão como forma de punição.

Além deste caso recente, o oficial é investigado por assédio moral contra outras quatro policiais mulheres em 2022. Naquela época, Geraldo Neto teria utilizado transferências de unidade como retaliação após as agentes mencionarem rumores sobre seu relacionamento com Gisele. Embora o Estado tenha sido condenado a indenizar uma das vítimas em cinco mil reais por danos morais, o coronel não sofreu punições administrativas na ocasião. As novas informações, reveladas pelo programa Fantástico (TV Globo), reforçam as acusações de que ele perseguia subordinadas que não cediam aos seus comandos ou interesses.

A família de Gisele Alves acompanha de perto esses novos desdobramentos, que, segundo a assistência de acusação, confirmam a personalidade reprovável do oficial. O advogado da família sustenta que o histórico de assédios e transferências punitivas demonstra um padrão de comportamento abusivo e discriminatório. Atualmente, todos os relatos de má conduta e perseguição dentro da Polícia Militar estão sob análise rigorosa da Corregedoria, enquanto o réu permanece preso aguardando o julgamento pelo assassinato da esposa.

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