A Copa do Mundo, principal evento do futebol mundial, tem uma longa história de interferências políticas e conflitos internacionais que impactaram diretamente sua realização. Em meio ao atual cenário de tensão no Oriente Médio, o tema volta ao debate após o Irã anunciar que não deve participar da edição de 2026, mesmo já classificado, em razão do agravamento do conflito com os Estados Unidos e seus aliados.
Casos como esse não são inéditos. Ao longo das décadas, decisões políticas, guerras e disputas diplomáticas já provocaram boicotes, desistências e até mudanças estruturais no torneio. Um exemplo marcante ocorreu em 1966, quando seleções africanas abandonaram as Eliminatórias em protesto contra a distribuição de vagas, o que pressionou a FIFA a rever critérios e ampliar a participação do continente nas edições seguintes.
Além disso, a relação entre futebol e geopolítica também se manifestou dentro de campo, como em partidas carregadas de simbolismo político durante a Guerra Fria ou em confrontos influenciados por conflitos históricos entre países. Especialistas apontam que, apesar do discurso de neutralidade esportiva, a Copa do Mundo frequentemente reflete o cenário global, sendo impactada por crises internacionais que ultrapassam as quatro linhas e atingem diretamente atletas, torcedores e a organização do torneio.
