Uma pizzaria localizada em Pombal, no Sertão da Paraíba, foi oficialmente interditada após um grave surto de intoxicação alimentar que afetou mais de 100 pessoas e resultou na morte de uma mulher de 44 anos. Durante as inspeções realizadas pela Vigilância Sanitária Municipal e pela Agevisa, os agentes identificaram condições higiênicas alarmantes, incluindo alimentos armazenados de forma inadequada e indícios de infestação por insetos. A fiscalização constatou ainda a ausência de protocolos básicos, como os Procedimentos Operacionais Padrão (POPs) e o controle rigoroso de pragas.
A defesa do estabelecimento, representada pela advogada Raquel Dantas, afirmou que o próprio proprietário solicitou a vistoria inicial na segunda-feira (16) ao perceber a gravidade da situação. No entanto, as autoridades de saúde reforçaram que a falta de protocolos de higiene foi determinante para a suspensão das atividades. A secretária municipal de Saúde, Luciana Melo, confirmou que as notificações começaram ainda no domingo, desencadeando a coleta de materiais que agora seguem para análise técnica no Laboratório Central de Saúde Pública da Paraíba (Lacen-PB).
Enquanto os laudos laboratoriais são aguardados, com previsão de conclusão em cerca de uma semana, o caso tomou contornos criminais. O proprietário da pizzaria já prestou depoimento na delegacia local e, segundo o inspetor sanitário Sérgio Freitas, a Polícia Civil conduzirá a apuração dos fatos para determinar as responsabilidades legais. A investigação busca conectar formalmente o consumo dos produtos da pizzaria ao quadro clínico das 114 vítimas atendidas com sintomas como vômitos, náuseas e dores abdominais intensas.
Até o momento, o impacto na saúde pública de Pombal é monitorado de perto pela Secretaria de Saúde, que informou que a grande maioria dos pacientes já recebeu alta hospitalar. Apenas uma pessoa permanece internada para observação, enquanto a cidade aguarda o desfecho das investigações sobre a morte de Raíssa Maritein Bezerra e Silva. O estabelecimento seguirá fechado por tempo indeterminado, dependendo dos resultados dos exames e do cumprimento de todas as normas sanitárias exigidas pelos órgãos de fiscalização.
