A atriz Luana Piovani afirmou que viveu uma relação que classificou como “tóxica” com o filho mais velho, Dom, e disse que o vínculo entre os dois mudou após o adolescente passar a morar com o pai, o surfista Pedro Scooby.
A artista abriu o coração em entrevista ao jornal O Globo e comentou o período conturbado com o filho, que completou 14 anos. Ela afirmou que, na época, percebia um ambiente de conflito dentro da própria casa.
“Nem filho. A maternidade é uma obsessão, e filho é manipulador. Você vai deixando acontecer porque ama, acha que vai melhorar. Vi que estava vivendo um inferno, com um algoz em casa que todo dia empurrava o punhal mais pra dentro”, declarou.
Piovani declarou que decidiu permitir que o herdeiro, passasse a viver com o patriarca após perceber que ele poderia estar mais feliz nessa convivência. Atualmente, ela mora em Portugal com os outros dois filhos, os gêmeos Bem e Liz, de 11 anos.
“Consegui ter a grandeza e generosidade de perceber que a felicidade dele não estava aqui comigo. Ele tinha o direito de viver com o pai. Foi bom para todos. Dom está feliz, nossa relação virou uma lua de mel, Pedro está mais responsável e tem me surpreendido”, admitiu.
Na sequência, ela comentou que não evita se posicionar publicamente por receio de constranger Dom. Para ela, lidar com as consequências das próprias escolhas integra o processo de aprendizado. “Não é. Talvez, o que vá dizer seria injusto, mas eu não vou me melindrar porque o Dom vai passar vergonha. Não vou deixar de falar. Ele vai aprender passando vergonha porque eu passei vergonha com a minha mãe. E ela sempre esteve certa. Sempre a vi lutar pelos pelos direitos dela?”, questionou.
“Vem. Com certeza, minha mãe é responsável por 50% da minha força. Ninguém passava na frente dela na fila. Sempre entendi que o direito de um vai até quando começa o do outro, porque minha mãe sempre fez isso.. Não posso deixar de lutar e de falar as coisas. Talvez seja egoísta o que estou falando e não é nem sobre o Dom, mas para todo mundo. Chateou? Vai pagar a terapia, vai tomar o remédio. O que não dá é para ficar no silêncio diante de tantas atrocidade acontecendo”, reforçou.
