PF relatou ao STF receio sobre risco fuga de Lulinha do Brasil

Nayara Vieira
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A Polícia Federal (PF) manifestou formalmente ao Supremo Tribunal Federal (STF) o receio de que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, pudesse fugir do Brasil em meio ao avanço das investigações. Segundo informações confirmadas pela CNN Brasil, esse alerta foi compartilhado com a Corte no final do ano passado, culminando no pedido de quebra de seu sigilo fiscal em dezembro.

A preocupação das autoridades intensificou-se após a análise de movimentações financeiras da ordem de R$ 19,5 milhões em quatro anos, que incluem transferências somando R$ 721,3 mil feitas pelo próprio presidente Lula, embora a defesa negue veementemente qualquer irregularidade nessas transações.

Diante da pressão investigativa, a defesa de Lulinha admitiu ao STF, pela primeira vez, que o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, custeou uma viagem sua a Portugal. Lulinha afirmou ter conhecido o empresário em 2024 por meio de uma amiga em comum, acreditando tratar-se de um investidor do setor farmacêutico, e negou ter recebido valores ou fechado negócios ilícitos. Ele justificou o interesse na aproximação devido a um suposto projeto de produção de canabidiol medicinal, motivado pelo tratamento de saúde de uma sobrinha que enfrentava dificuldades para obter o medicamento com qualidade.

O cenário gerou repercussão direta no Palácio do Planalto, levando o presidente Lula a cobrar pessoalmente que o filho prestasse todos os esclarecimentos necessários. Em conversa telefônica, o presidente teria orientado Lulinha a se defender para evitar que as suspeitas contaminassem a imagem do governo em pleno ano eleitoral, ressaltando que, uma vez provada a inocência, ele deveria buscar a retratação de sua honra. Atualmente, os documentos e movimentações bancárias seguem sob análise minuciosa da CPMI do INSS, que busca conectar os gastos bancados pelo empresário a possíveis favorecimentos no órgão federal.

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