PF encontra mensagens de negócios entre Lulinha e lobista investigada

Nayara Vieira
3 min de leitura
Lulinha e a empresária Roberta Luchsinger (Foto:Reprodução / Redes sociais)

A Polícia Federal teve acesso a mensagens trocadas entre Fábio Luís da Silva, filho do presidente Lula, e a lobista Roberta Luchsinger. Os registros obtidos com exclusividade indicam que a relação entre os dois ia além de um vínculo pessoal, com tratativas explícitas sobre negócios e atuação junto ao governo federal.

As conversas revelam que o filho do presidente acompanhava de perto a movimentação da investigada, participando ativamente do alinhamento de agendas e reuniões. A proximidade levantou suspeitas de tráfico de influência e facilitação de acesso a autoridades do alto escalão do gabinete presidencial.

Com o material sob análise das autoridades, a investigação busca esclarecer o alcance dessas interlocuções e o impacto das negociações na gestão pública. O caso coloca novamente em debate a influência de pessoas próximas ao núcleo do poder em decisões e contatos institucionais. As informações são do portal Metrópoles.

A Polícia Federal identificou trocas de mensagens e registros no aparelho celular da lobista Roberta que indicam uma suposta tratativa para aquisição de peças de valor. No celular de Roberta, a PF também encontrou o que seria uma intermediação para comprar joias ao chefe de gabinete de Lula. E há fotos de joias que seriam compradas de presente.

Além disso, diálogos interceptados revelam um alerta feito diretamente ao filho do chefe do Executivo sobre o uso indevido de sua influência em negociações comerciais. Em uma outra conversa, a lobista afirma ao filho do presidente Lula que uma outra pessoa estaria usando o nome de Lulinha ao tentar “fechar negócio gigante” na Telebras. “Ja desmentiu?”, perguntou o filho do presidente. “Desmenti e falei q não eh verdade e q se ele fizer negócio com ele [presidente da Telebras], ele não fará comigo”, conforme divulgação do Metrópoles.

Outro ponto sob apuração aponta para a quitação de despesas de um ex-integrante do alto escalão do Palácio do Planalto. A PF também investiga se a lobista realizou pagamentos com códigos de barras para Marcola, enquanto ele atuava como chefe de gabinete da Presidência. Ele ficou no cargo durante todo o atual governo do petista e deixou o posto no dia 21 de julho deste ano.

Paralelamente a essas apurações, a situação jurídica do filho do presidente se desdobra em múltiplos procedimentos no Supremo Tribunal Federal. Atualmente, Lulinha é alvo de três inquéritos da Polícia Federal. A abertura de dois deles foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal). Um terceiro teve aval do ministro do Supremo, Flávio Dino.”=

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