Pensão para filha de PM Gisele é liberada 49 dias após morte da mãe

Nayara Vieira
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Pensão para filha de PM Gisele é liberada 49 dias após morte da mãe (Reprodução)

Quarenta e nove dias após a morte da policial militar Gisele Alves Santana, a filha da agente, de 7 anos, começou a receber a pensão do governo de São Paulo nesta quarta-feira (8). O pagamento ocorre em meio a divergências entre a defesa da família e a São Paulo Previdência (SPPrev) sobre o cálculo dos valores. Segundo o advogado José Miguel da Silva Júnior, o pai da criança recebeu cerca de R$ 7.100, montante que ele inicialmente associou a três meses de benefício, tese negada pelo órgão estadual.

Em nota, a SPPrev esclareceu que o primeiro crédito refere-se ao período proporcional de fevereiro (a partir do óbito em 18/02) e ao mês integral de março. O órgão reiterou que o cálculo segue as legislações federal e estadual vigentes e que, a partir de abril, a pensão será baseada na remuneração da policial na data da morte. Por questões de sigilo e proteção à menor, conforme a LGPD e o ECA, o valor oficial não foi divulgado pela instituição. No entanto, apurações indicam que o valor líquido atual gira em torno de R$ 7.200, com previsão de que as parcelas futuras fiquem próximas de R$ 5.300 líquidos, já considerando o reajuste de 10% concedido recentemente aos policiais.

A defesa da família contesta a falta de transparência no processo, afirmando que as informações repassadas pela SPPrev ao banco e aos parentes são pouco claras, dificultando a compreensão do lapso temporal e dos valores depositados. Em novos vídeos, o advogado afirmou que busca esclarecimentos oficiais para entender a composição do pagamento e garantir que a criança receba o que lhe é devido por direito.

Além da questão previdenciária, a defesa revelou a intenção de buscar reparação civil contra o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de assassinar Gisele no apartamento onde viviam, no Brás. O objetivo é que o oficial arque com indenizações que garantam uma condição financeira mais digna à filha da vítima. Gisele, que tinha 12 anos de corporação, recebeu seu último salário líquido de R$ 2.452,56, poucos dias antes do crime que interrompeu sua carreira e vida familiar.

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