Papa condena repressão no Irã, mas diz não apoiar conflito armado

André Oliveira
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O papa Leão XIV visitou o Patriarcado Ecumênico, última parada de sua viagem à Turquia, e participou de uma celebração religiosa durante sua visita em 30 de novembro de 2025 em Istambul, Turquia

O Papa Leão XIV criticou o regime do Irã pela morte de manifestantes, ao mesmo tempo em que reafirmou não apoiar a guerra envolvendo o país contra os Estados Unidos e Israel. Em declaração a jornalistas durante voo após visita a Malabo, na Guiné Equatorial, o pontífice destacou que, como líder religioso, não pode ser favorável a conflitos armados e defendeu a busca por soluções baseadas em uma cultura de paz, afastando-se de posições de ódio e divisão.

O papa também fez críticas diretas à repressão do governo iraniano contra protestos, condenando a perda de vidas humanas e a aplicação da pena de morte. Segundo ele, qualquer decisão estatal que resulte em mortes injustas deve ser repudiada, reforçando que a vida humana precisa ser respeitada em todas as circunstâncias. As declarações marcam os primeiros comentários públicos do pontífice sobre a repressão interna no Irã em meio à escalada de tensões na região.

Ao abordar o conflito no Oriente Médio, Leão XIV afirmou que os bombardeios realizados por Estados Unidos e Israel contra o Irã geraram impactos globais, incluindo efeitos negativos na economia mundial e sofrimento direto da população civil iraniana. Ele ressaltou o custo humano da guerra ao mencionar a morte de um menino libanês que havia tido contato com ele anteriormente, usando o exemplo para reforçar seu apelo por paz e pela preservação da vida diante da escalada militar.

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