O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu que outros países participem de uma coalizão naval para proteger a navegação no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de um quinto do petróleo consumido no mundo. O pedido ocorre em meio à escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que elevou as tensões na região e provocou ataques a navios e redução no tráfego marítimo na área.
A reação internacional, porém, tem sido cautelosa. Diversos países europeus demonstraram resistência à proposta americana e defenderam soluções diplomáticas para evitar uma ampliação do conflito no Oriente Médio. Governos como os da Alemanha, Itália e Grécia sinalizaram que não pretendem participar de operações militares na região, argumentando que o confronto não deve se transformar em uma guerra mais ampla envolvendo outras nações.
Outros aliados dos Estados Unidos também adotaram postura semelhante. O Japão, por exemplo, afirmou que ainda avalia a situação e que o envio de forças navais esbarra em restrições legais e constitucionais. Já países como Austrália indicaram que não planejam deslocar embarcações para a área neste momento. Mesmo diante das respostas cautelosas, Trump afirmou que continua em diálogo com diferentes governos para formar uma coalizão internacional que garanta a segurança da rota marítima.
