Operação Caça-Fantasmas atinge vereador em Angra e gera reação do PL e da Câmara

André Oliveira
3 min de leitura
Rachadinha e fantasmas: vereador de Angra entra na mira da PF (Reprodução)

A manhã desta terça-feira (24) ficou movimentada em Angra dos Reis com a deflagração da Operação Caça-Fantasmas, conduzida pela Polícia Federal. A ação colocou um vereador do município no centro de uma investigação que apura suposto uso irregular de cargos públicos e possíveis práticas de “rachadinha”, dentro de um conjunto de apurações sobre a existência de assessores fantasmas e eventual desvio de recursos em gabinetes parlamentares.

Alvo da operação, o vereador Greg (PL) se manifestou publicamente e negou qualquer irregularidade. Segundo ele, não foram encontrados valores ilícitos em sua residência e não há assessor fantasma em sua equipe. O parlamentar atribuiu a investigação a uma questão pessoal, afirmando que sua ex-mulher é atualmente casada com o delegado responsável pelo caso, o que, segundo ele, levanta dúvidas sobre a condução do inquérito. Greg também defendeu a assessora citada nas denúncias, destacando que ela exerce função legítima na análise de pautas e projetos de lei, inclusive de forma remota — prática que, de acordo com ele, é respaldada por decisões do Supremo Tribunal Federal. O vereador ainda questionou a competência da Polícia Federal para conduzir a investigação e classificou o caso como baseado em um relato frágil.

Em nota, o Partido Liberal (PL) de Angra dos Reis informou que acompanha os desdobramentos da operação e destacou a importância do respeito ao devido processo legal e à presunção de inocência. A legenda afirmou confiar nas instituições e defendeu que as investigações ocorram com transparência e responsabilidade, assegurando o direito de defesa dos envolvidos.

Também por meio de comunicado oficial, a Câmara Municipal de Angra dos Reis informou que acompanha a investigação e reafirmou respeito ao trabalho da Polícia Federal, destacando a importância da atuação independente das instituições para garantir a correta aplicação dos recursos públicos. A Casa Legislativa ressaltou que ainda não teve acesso formal aos autos do inquérito e que adotará as medidas administrativas cabíveis assim que houver compartilhamento das informações, colocando-se à disposição para colaborar com o esclarecimento dos fatos.

MARCADO:
Compartilhar este artigo