Na CPAC, Flávio compara pai a Trump e associa Lula a facções

Douglas Lima
3 min de leitura
Na CPAC, Flávio compara pai a Trump e associa Lula a facções - Foto: Reprodução/CPAC

Durante um discurso em inglês com duração de cerca de 15 minutos, em Dallas, no Texas, o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) comparou o pai Jair Messias Bolsonaro ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Na fala, ele também criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), acusando-o de atuar em favor de facções criminosas brasileiras, e projetou o retorno do campo conservador ao poder, afirmando liderar as pesquisas eleitorais.

Diante de uma plateia na maior conferência conservadora do mundo, a Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), o parlamentar mencionou o apelido “Trump dos trópicos”, atribuído a Jair Bolsonaro, e afirmou que a comparação surge pelo fato de o ex-presidente ter sido “amado pela população” e por, segundo ele, defender “seus valores sem falhas”.

Ele também mencionou a prisão do patriarca, classificando o episódio como uma “injustiça” e comparando a situação à enfrentada por Trump. Segundo o parlamentar, ambos teriam sido alvo de tentativas de atentado contra a vida e, na visão dele, “a razão é a mesma”. “O maior líder político do meu país está preso por defender nossos valores conservadores sem medo e contra o sistema com tudo o que ele tinha, mas o sacrifício dele não será em vão”, destacou.

Na sequência, ele afirmou que Lula adota posições contrárias aos interesses dos EUA e criticou o petista por se opor às ações do governo americano na Venezuela, Irã e Cuba. “O resultado é que o Brasil está vivendo outro processo econômico devastador. Um processo de segurança pública com uma enorme expansão de cartéis narcoterroristas e vários escândalos de corrupção envolvendo até mesmo membros da família de Lula”, comentou.

Por fim, ele também comentou a relação do governo brasileiro com a China, sugerindo que esse alinhamento indica uma postura antiamericana. “Lula e seu partido são abertamente antiamericanos. Ele fala em público sobre derrubar o dólar como uma cura global. Ele tem alinhado o Brasil com a China em uma escala massiva”, declarou.

Ao abordar a corrida presidencial, Flávio disse que pesquisas indicam vantagem para seu campo político e demonstrou confiança em uma vitória em 2026. “Nós vamos ganhar”, soltou. O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) também esteve presente no evento.

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