A Polícia Legislativa Federal (PLF) indiciou, nesta sexta-feira (20/3), Roberta da Horta pelos crimes de difamação e injúria contra o deputado federal André Fernandes (PL-CE). O caso teve origem em dezembro de 2025, no aeroporto de Fortaleza, quando a mulher hostilizou o parlamentar com xingamentos como “verme”, “lixo” e “otário”, além de proferir ataques direcionados ao ex-presidente Jair Bolsonaro e à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. O indiciamento carrega um agravante pelo fato de as ofensas terem sido gravadas e amplamente difundidas em plataformas digitais.
Durante a abordagem, que ocorreu na presença da deputada Dayany Bittencourt (União-CE), a autora utilizou termos irônicos e agressivos para questionar o parlamentar, afirmando: “Você tá depilado ou não tá? Tá bem raspadinho, tá? Pra Micheque Bolsonaro pegar tu e fazer… Tuco! Toma, filhote de Bolsonaro!”. Roberta ainda previu que o deputado seria “demitido” em 2026, reforçando os ataques verbais que basearam a investigação policial. Apesar do teor das gravações, a investigada optou por permanecer em silêncio durante seu depoimento oficial às autoridades.
Diante da gravidade dos fatos, a PLF solicitou à Justiça Federal a imposição de medidas cautelares rigorosas para proteger a atividade legislativa e evitar a reiteração das condutas. Entre os pedidos estão a proibição de aproximação física e o impedimento de qualquer contato, direto ou indireto, com André Fernandes, inclusive por meio de redes sociais. A corporação sustenta que as restrições são necessárias para garantir a integridade do parlamentar e a ordem pública após os episódios de hostilidade no terminal aeroportuário.
Em sua defesa nas redes sociais, Roberta da Horta iniciou uma mobilização para custear sua assessoria jurídica, alegando estar sendo alvo de uma tentativa de silenciamento. “Preciso de advogado para poder me defender de um inquérito que o futuro ex-deputado federal André abriu contra mim. Na nossa Constituição, lutar não é crime”, declarou ela em postagem recente. Enquanto a reportagem aguarda um posicionamento formal da acusada, o espaço permanece aberto para manifestações, enquanto o processo segue para análise do Poder Judiciário.
