O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) pediu à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) que novas testemunhas sejam ouvidas no caso envolvendo Pedro Arthur Turra Basso, que teria aplicado um golpe de “mata-leão” em Arthur Azevedo Valentim.
O caso veio à tona após o ex-piloto ter agredido o adolescente Rodrigo Castanheira, de 16 anos, que morreu em decorrência dos socos desferidos por Pedro Arthur durante uma briga no dia 22 de janeiro. Com a repercussão do episódio, o nome dele passou a ser associado a outros crimes violentos no Distrito Federal.
Segundo o portal Metrópoles, as novas diligências serão conduzidas pela 21ª Delegacia de Polícia, em Águas Claras, no prazo de 90 dias. No documento, o Ministério Público (MP) solicita:
Reinquirição da vítima, para que esclareça a dinâmica dos fatos, especialmente quanto à sequência das agressões, atuação de terceiros e contexto anterior ao evento; Duas oitivas de testemunhas – incluindo a da jovem menor de idade, que fez uma série de denúncias contra o ex-piloto, entre elas tortura; Diligenciar e identificar outras testemunhas, especialmente pessoas que acompanhavam o investigado no momento dos fatos, como a esposa de Turra, Lauanny Faria Braier Borges, investigada pela PCDF por ameaçar uma amiga do casal; Elaborar relatório circunstanciado acerca das diligências realizadas.
Espera-se que os depoimentos esclareçam aspectos do contexto anterior ao crime, a possível participação de terceiros e a existência de novas vítimas, destacando a relevância do aprofundamento das investigações sobre ocorrências semelhantes registradas na capital federal.
O caso, que inicialmente era tratado como lesão corporal leve, passou a ter novos desdobramentos após a defesa apresentar elementos que apontariam possível dolo de matar por parte de Turra.
