A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre a morte de Beatriz Callegari de Paula, de 26 anos, ocorrida em janeiro de 2026, em Lins (SP). Inicialmente registrada como um possível acidente por choque elétrico, a investigação foi redefinida como homicídio qualificado e fraude processual após o laudo do IML descartar a eletrocussão. O exame necroscópico foi categórico ao apontar que a causa da morte foi afogamento, revelando a presença de líquido em toda a via respiratória e no sistema digestivo da vítima.
A amiga de Beatriz, Grazielli de Barros Silva, de 40 anos, foi indiciada e teve sua prisão temporária convertida em preventiva, permanecendo detida na penitenciária de Pirajuí. A polícia identificou contradições no depoimento da suspeita, que insiste na versão de descarga elétrica ao ligar a cascata da piscina. No entanto, a perícia apontou que a distância entre o corpo e o disjuntor é incompatível com o relato, além de encontrar indícios de que o corpo foi retirado da água e posicionado propositalmente para simular um acidente doméstico.
As duas mulheres trabalhavam juntas como operadoras de caixa e possuíam uma relação de proximidade. No dia do crime, Beatriz havia sido convidada por Grazielli para uma confraternização em uma área de lazer. Imagens de câmeras de segurança analisadas pelos investigadores confirmaram que apenas Beatriz, Grazielli e um amigo estiveram no imóvel durante o período da ocorrência. O terceiro indivíduo não foi indiciado, enquanto as câmeras seguem como peças centrais na análise da dinâmica do evento.
Com a conclusão do inquérito, o caso foi enviado ao Judiciário para análise. A defesa de Grazielli, que anteriormente classificou a prisão como prematura e sem fundamentos, informou ao g1 que ainda não havia sido notificada sobre o indiciamento final até a última atualização. O processo agora busca esclarecer a motivação do crime, ponto que ainda enfrenta barreiras devido à manutenção da versão de acidente por parte da acusada.
